Diretas já, Plano Cruzado e Collor

 

 

Diretas Já foi um movimento político democrático com grande participação popular que ocorreu no ano de 1984. Este movimento era favorável e apoiava a emenda do deputado Dante de Oliveira que restabeleceria as eleições diretas para presidente da República no Brasil.

Manifestações populares 

Durante o movimento ocorreram diversas manifestações populares em muitas cidades brasileiras como, por exemplo, passeatas e comícios. Estes eventos populares contaram com a participação de milhares de brasileiros.

Participações 

O movimento das Diretas Já contou com o apoio de diversos políticos da época como, por exemplo, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, José Serra, Mário Covas, Teotônio Vilela, Eduardo Suplicy, Leonel Brizola, Luis Inácio Lula da Silva,

http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/diretas_ja.htm 

Historia

governo do presidente João Figueiredo. Era preciso escolher o seu sucessor. Desde que o golpe militar fora instalado em abril de 1964, a escolha de cada presidente militar que governou a ditadura era feita por um colégio eleitoral, sem a participação do povo. Figueiredo terminava o mandato ante a um panorama político e histórico diferente do dos seus antecessores. O Ato Institucional nº 5 (AI-5) tinha sido extinto, a lei da anistia, que permitia a volta dos exilados políticos tinha sido promulgada, em 1979. Avanços que vislumbravam o fim dos militares no poder e a abertura do sistema ditatorial foram alcançados, um deles tinha sido as eleições de 1982, que trouxeram de volta o voto direto para eleger os governadores dos Estados. Faltava a ambição máxima do sonho de liberdade política, o voto direto para a escolha do presidente da República.
Aproveitando a esmagadora vitória que obtivera nos estados economicamente mais importantes do país, a oposição chegou à conclusão que seria hora de iniciar um movimento para voltar a ter eleições diretas para presidente, ato que acontecera pela última vez em 1960.
Assim, os partidos de oposição da época, pela primeira esqueceram as divergências políticas e se uniram na luta pela volta das eleições presidenciais no Brasil. O movimento tomou forma em torno do projeto de Emenda Constitucional do deputado do PMDB, Dante de Oliveira, que restabelecia as eleições presidenciais já para o ano de 1984.pela primeira esqueceram as divergências políticas e se uniram na luta pela volta das eleições presidenciais no Brasil. O movimento tomou forma em torno do projeto de Emenda Constitucional do deputado do PMDB, Dante de Oliveira, que restabelecia as eleições presidenciais já para o ano de 1984.

http://jeocaz.wordpress.com/2009/08/28/diretas-ja-quando-o-povo-voltou-as-ruas/

O plano cruzado

O Plano Cruzado, lançado pelo Governo Sarney, em fevereiro de 1986, foi o primeiro plano eleitoreiro de impacto com base na inflação zero. Sua duração foi breve (9 meses). Foi substituído pelo Plano Cruzado Novo. 

http://www.pdt.org.br/personalidades/cruza2.htm

O governo Collor

Após uma campanha agitada, com trocas de acusações e muitas promessas, Fernando Collor de Mello venceu seu principal adversário, Luís Inácio Lula da Silva.

 

Collor conquistou a simpatia da população, que o elegeu com mais de 42% dos votos válidos. Seu discurso era de modernização e sua própria imagem validou a idéia de renovação. Collor era jovem, bonito e prometia acabar com os chamados “marajás”, funcionários públicos com altos salários, que só oneravam a administração pública.

Sua primeira medida, ao tomar posse no dia 15 de março de 1990, foi anunciar seu pacote de modernização administrativa e vitalização da economia, através do plano Collor I, que previa, entre outras coisas:

- Volta do Cruzeiro como moeda;
- Congelamento de preços e salários;
- Bloqueio de contas correntes e poupanças no prazo de 18 meses;
- Demissão de funcionários e diminuição de órgãos públicos;

O objetivo deste plano, segundo Collor, era conter a inflação e cortar gastos desnecessários do governo. Porém, estas medidas não tiveram sucesso, causando profunda recessão, desemprego e insatisfação popular.

A população, já insatisfeita com a crise econômica e social, revoltou-se contra o governo

No dia 29 de setembro de 1992 a Câmara dos Deputados se reuniu para votar o impeachment do presidente, ou seja, sua destituição do cargo. Foram 441 votos a favor do impeachment e somente 38 contra. Era o fim do “caçador de marajás”. No lugar de Collor, assumiu o vice-presidente, Itamar Franco.

http://www.infoescola.com/politica/governo-collor/