O governo de Jânio Quadros

 

 

 

Jânio da Silva Quadros sucedeu ao Presidente Juscelino Kubitschek. Foi eleito em outubro de 1960 com uma expressiva vitória. Mas seu governo durou poucos meses, provocando uma crise política, que culminaria mais tarde no Golpe Militar.

Jânio obteve o apoio da UDN (União Democrática Nacional) e alcançou êxito com um discurso de moralização. Ao final do governo de JK, o país enfrentava sérios problemas advindos da chamada política desenvolvimentista. A inflação atingia 25% ao ano e a dívida externa era exorbitante.

Com o slogan “varre, varre, vassourinha, varre varre a bandalheira”, Jânio empolgou a população, prometendo acabar com a corrupção, equilibrar as finanças públicas e diminuir a inflação. Para ganhar ainda mais simpatia dos eleitores, o candidato costumava andar com roupas amassadas e carregar sanduíche de mortadela nos bolsos.O vice-presidente eleito foi João Goulart.

Para superar o problema da inflação e o visível déficit público, Jânio procurou reduzir a concessão de crédito e congelou o valor do salário mínimo. Além disso, aprovou uma reforma da política cambial que atendia as demandas dos credores internacionais.


Em meio essa polêmica, Jânio Quadros perdia sua popularidade com a adoção de medidas de pouca importância. Entre outras ações tomadas pelo seu governo, Jânio proibiu a realização de desfiles de biquíni, a realização de rinhas de galo, limitou as corridas de cavalo para os fins de semana e proibiu o uso de lança-perfume. Tais medidas o colocaram como uma liderança desprovida de um projeto político capaz de superar os problemas que assolavam o país.


Com relação às atribuições dos poderes, Jânio tinha interesse em dar maior liberdade ao presidente e limitar a intervenção política do Congresso. O tom autoritário e conservador adotado no plano interno era o inverso de sua política internacional, que privilegiava ampla autonomia diplomática e buscava aproximar-se do bloco socialista desejando maiores vantagens econômicas. Por isso, os Estados Unidos, que vivia o auge da Guerra Fria, observava o governo de Jânio com certa cautela.

Jânio anunciou uma reforma cambial que beneficiava os credores internacionais e, nos meses seguintes, se esforçou para estreitar relações com os socialistas. A incógnita de seu posicionamento político logo desembocou em uma grave crise política quando, em agosto de 1961, Jânio recebeu o líder revolucionário Ernesto Che Guevara e condecorou-o com a Grã-Cruz da ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.

 

Porém, acredita-se que Jânio imaginou um “espetáculo de renúncia”, o qual mobilizaria a população em seu favor e ele voltaria ao poder muito mais fortalecido. Mas isto não aconteceu. O Congresso de pronto aceitou sua saída do cargo. Assumiu interinamente a direção do país o Presidente da Câmara, Ranieri Mazilli, até a volta do vice João Goulart, que fazia uma visita oficial à China.
 

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